Nuno Coelho

Outubro 10 2006

Buddha

Definição de Budismo (em Wikipédia, a enciclopédia livre)

Budismo é uma religião e filosofia baseada nas escrituras e na tradição leiga e monástica iniciadas por Siddhartha Gautama, […]

O budismo ensina a desenvolver ações boas e construtivas, evitar ações ruins e danosas, e purificar e treinar a mente. O objetivo dessas práticas é o fim do sofrimento decorrente da existência cíclica, samsara, despertando no praticante o entendimento da realidade última - o Nirvana. […]

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Budismo

 

Um dia destes estava a “surfar” sem rumo, quando tropecei numa página sobre o

Budismo… Basicamente, e pelo que eu compreendi, o budismo é um modo de vida, é uma forma de ver a nossa existência, de respeitar as opiniões e crenças dos outros, de dar valor á vida pelo que ela é… E mais qualquer coisa, que sinceramente, não tou nem para lá virado!

Ora, o busílis é quando um amigo me fala em nirvana, no tal sidhartha, nas “verdades nobres” e mais não sei bem o que, e eu fico a olhar para ele… resultado, levei com um rótulo de “budista da treta”…

 

Bem, vamos lá ver então:

 

 - Pratico meditação há muitos anos… pronto, ok, pratiquei muito, neste momento estou meio enferrujado! Mas o que é certo é que o princípio que me ajudou numa fase meia complicada da minha vida me ensinou a racionalizar o mundo à minha volta e a encontrar o equilíbrio que necessito para me sentir feliz com a minha vida.

 

A meditação ajudou-me a ver alguns assuntos por uma perspectiva diferente, a racionalizar a realidade à minha volta. Sei que não descobri a pólvora, e que estou a aprender todos os dias qualquer coisa de novo, e acho mesmo que é isso que é preciso, a mente aberta para descobrir o nosso mundo!

 

A certo ponto da minha vida dei conta que não acreditava em nada, para mim tudo era um acaso e pronto! Dou valor ao que os outros pensam, no que acreditam, pelo simples facto de serem felizes com isso! Costumo dizer aos meus amigos “se acreditas e isso te ajuda a acordar de manha todos os dias, então fazes muito bem!”

 

Ora, tinha que conhecer uma pessoa que me diz que “Tudo acontece por um motivo, quando tem que acontecer. Se não aconteceu, é porque não era o momento, tu ainda não estavas preparado. Quando for o momento, acontece!”

 

MAS QUE TRETAAAAAAAA!

 

Mas por mais cosmicamente retorcido que possa parecer, acabei por me “converter”… É esta a minha forma de ver o mundo, e por mais racional que eu tente ser, o que é certo é que isto me ajuda a ver o mundo com outros olhos, com outro sentimento, com outra vontade: “Tudo acontece por um motivo”.

 

Assim, dei conta de algumas coisas que já sabia: Não interessa exactamente no que acreditamos, mas temos que acreditar em alguma coisa. A ausência de uma “crença” é… “a ausência de esperança!” – diz isto uma amiga minha, com uma cara de quem se lembrou disto na hora! Mas que coisa! Uma década de meditação pelo cano, por causa de uma “amadora”, com ideias sacudidas no meio de um pequeno almoço à pressa, sem dar conta que acabou de dizer uma verdade universal e irrefutável! – Obrigadinho, tá?

Pois é… temos que ter a esperança de que as coisas têm uma razão de ser, um motivo. Se pensarmos que o nosso mundo se limita a “acontecer”, então simplesmente não temos esperança! E isso é uma forma muito triste de ver as coisas.

 

Assim, no meio de tudo isto, voltemos ao budismo… Um dos dois: ou o budismo é uma forma de ver o mundo… desculpa, de ACEITAR o mundo, e de encontrar o nosso ponto de equilíbrio, de aceitar a diferença nos outros, assim como queremos que as nossas diferenças sejam aceites, é uma forma de questionar tudo o que nos rodeia, sem preconceitos, sem ideias pré-concebidas, de encontrar o equilíbrio da nossa realidade; ou é uma religião, que fala de verdades nobres, de outros assuntos já “mastigados” pelos outros, que temos que engolir e pronto!

 

Bem, volto ao mesmo! Acredita no que quiseres. Eu prefiro “mastigar” a realidade, “extrair o sumo” e “cuspir os caroços”!

Se simplesmente aceitar o que os outros já “mastigaram” é suficiente para te fazer feliz, então parabéns, consegues fazer algo que eu não consigo!

 

Sinceramente, acho que tenho mais trabalho para tentar chegar onde outros já chegaram, ou muitas vezes ficar aquém disso, e acabar por tirar conclusões toscas e básicas. Mas esse é o meu equilíbrio, a minha forma de tentar aceitar o mundo da treta que temos á nossa volta.

 

Assim, se alguém se sentir incomodado por eu falar do budismo sem saber exactamente quantas são as verdades e como se dividem os caminhos óctuplos, e essas coisas giras, por favor, considerem-me outra coisa qualquer! Chamamos a isto neo-budismo? Psico-karma! O que queiras! Temos que dar um nome a tudo o que mexe, e se não mexe, está mesmo a pedir um nome! Ah, bolas!

 

Se houver reclamações, por favor alguém me diga o e-mail do Siddhartha Gautama, para eu lhe pedir as minhas respeitosas desculpas, por tentar olhar para uma coisa pelo que ela representa, em vez de pelo que está escrito que é!

 

Até um dia destes, sê crítico, e nunca percas a esperança!

 

NC

 

publicado por Nuno Coelho © às 23:31

Blogo, logo existo! A forma de deixar uma marca no mundo
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